sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Crônica do Tomás

Você tem algum desejo de criança ainda não realizado?
Hoje ofereço leitura amena no meu blog: http://www.tomasreporter.blogspot.com
Agradeço a visita!
Abraços,
Tomás Barreiros.

Repercussão

A repercussão à matéria publicada abaixo teve repercussão imediata na lista nacional de jornalistas. Publique tb a sua opinião.


"Essa reportagem parece especulativa e tem falhas de informação. O ministro Gilmar Mendes não garantiu o exercício a quem não tem registro. Ele suspendeu a exigência do diploma para a obtenção do MTb até que se julgue o mérito do Recurso Extraordinário, tanto que quem quiser solicitá-lo pode fazer sem muitos obstáculos. Os ministros citados na matéria apenas seguiram a tese do relator, que, em nenhum momento, baseia-se na constitucionalidade da exigência e, que eu saiba, Cezar Peluso, Celso de Mello e Joaquim Barbosa nunca declararam nada (corrijam-me seu eu estiver errado, por favor). Se eu pudesse especular também, eu poderia usar uma declaração recente do Gilmar Mendes, em que afirma que a imprensa precisa de marcos regulatórios, e escrever um palpite de que isso indica que ele é a favor do diploma. Quanto aos ministros Eros Grau e Ricardo Lewandowski, se eles disseram realmente isso, são apenas dois votos, se é que isso não pode ser entendido como antecipar voto. Não acho que eles fariam isso. Acredito na seriedade do STF. Apesar de mais ou menos boa, a reportagem força a barra no tocante aos "votos" dos ministros do STF."

Clayton Sales

STF pode derrubar diploma para jornalista

Dos 11 ministros que vão julgar recurso, seis já se manifestaramcontra obrigatoriedade de formação específica para a profissão
Renata Camargo
O Supremo Tribunal Federal (STF) caminha para derrubar, ainda nestesemestre, a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercícioda profissão. Dos 11 ministros que fazem parte da Corte, seis já semanifestaram de alguma forma contra a exigência de formação específica em jornalismo. O número é suficiente para decidir o julgamento do recursoextraordinário do Ministério Público Federal que questiona aregulamentação profissional da categoria e que está pronto para entrarna pauta a qualquer momento. Mas, até lá, os ministros ainda podemrever sua posição. Embora não possam antecipar seus votos, alguns já sinalizaram, nos bastidores ou em decisões anteriores, como pretendem votar. Um deles éo próprio presidente do Supremo, Gilmar Mendes, relator do caso. Em 2006, ele relatou, na 2ª Turma do STF, uma medida cautelar quegarantiu o exercício profissional a pessoas que trabalhavam na áreasem ter o registro no Ministério do Trabalho. Na época, Gilmar teve sua posição referendada por Cezar Peluso, Celso deMello e Joaquim Barbosa. Mesmo não tendo participado da análise do recurso, os ministros Eros Grau e Ricardo Lewandowski também chegaram a dar declarações "simpáticas" à decisão dos colegas. Os dois declararam publicamenteque o exercício da profissão de jornalista não deveria estar atreladoa diploma específico de graduação, porque, na avaliação deles, nãodependeria de conhecimentos específicos. A possibilidade de derrubada da obrigatoriedade do diploma dejornalista não se restringe à ação do Judiciário. Propostas vindas doExecutivo e do Legislativo também apresentam mecanismos deflexibilização da exigência de graduação específica para a área.
Mudanças polêmicas
O Ministério da Educação se prepara para formar um grupo de trabalhoque discutirá a possibilidade de autorizar profissionais de áreasdiversas a exercer a profissão de jornalista. Na Câmara, tramita umprojeto de lei, de autoria do deputado Celso Russomanno (PP-SP), quepermite que pessoas sem diploma em jornalismo exerçam a profissão, desde que tenham pós-graduação na área. As iniciativas, porém, enfrentam resistência e causam polêmica entreprofissionais e entidades que representam a categoria."A contestação do diploma vem há muito tempo sendo levantada pelosgrandes jornais, especialmente a Folha de S. Paulo. Quebrar a exigência do diploma vai significar transferir das universidades paraas empresas a prerrogativa de dizer quem vai ser jornalista, como vai ser o jornalismo e como devem atuar esses profissionais", avalia ocoordenador do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo, Edson Spenthof, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e um dosorganizadores da Carta Aberta ao STF, escrita para sensibilizar osministros sobre a necessidade do diploma. As discussões recaem sobre o artigo 4° do Decreto-lei 972/69, que exige o diploma para a obtenção do registro profissional junto aoMinistério do Trabalho. Os que defendem a manutenção da exigência dodiploma argumentam que a profissão é extremamente especializada e que, portanto, requer formação específica. Os contrários ao diploma afirmamque a exigência não está amparada pela Constituição de 1988 e que o direito à livre expressão deve ser exercido sem restrições.
Guerra jurídica
Foi sob o argumento da falta de amparo na Constituição Federal, que no final de 2001, a juíza Carla Abrantkoski Rister, da 16ª Vara da Justiça Federal de São Paulo, suspendeu em todo o país a necessidade dediploma para obter o registro profissional junto ao Ministério doTrabalho. A juíza acolheu uma ação civil pública, proposta pelo Ministério Público Federal e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, que defendia a contratação de profissional de qualquer área, até mesmo sem curso superior. A decisão se baseou no argumento de que "a formação cultural sólida e diversificada", exigida para o profissional de jornalismo, "não se adquire apenas com a freqüência a uma faculdade, mas pelo hábito de leitura e pelo próprio exercício da prática profissional". Oito meses depois, a juíza Alda Bastos, do Tribunal Regional Federalda 3ª Região, determinou que o diploma voltasse a ser obrigatório. A decisão foi novamente contestada em diversos tribunais, até que emoutubro de 2005, o TRF reafirmou a obrigatoriedade do diploma para o registro profissional. O entendimento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região foi de que o Decreto 972 teria amparo constitucional e que a exigência do diploma não feria o dispositivo constitucional que estabelece que "a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição". O MPF, então, interpôs recurso extraordinário dirigido ao STF sob oargumento de que a exigência do diploma específico violava o direito àliberdade de expressão. O caso foi parar no Supremo em 2006. Naquele mesmo ano, por meio da Segunda Turma, a Corte confirmou a liberação para o exercício da profissão a pessoas sem formação superior. Desde então, o recurso está para ser julgado em plenário. "O STF, não tendo poderes legislativos, não poderia dizer 'não énecessário ensino superior, mas deve ter ensino médio'. Se for derrubada a cobrança do diploma, não haverá nenhuma exigência de formação mínima. E isso significa um caos tremendo", avalia oprofessor Edson Spenthof.
Disputa política
Para o diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) Antônio Carlos Queiroz, as discussões não se limitam à obrigatoriedade do diploma. O diretor avalia que há interessespolíticos por trás da questão. O jornalista argumenta que a cassação da obrigatoriedade do diploma significa a desregulamentação da profissão. "Faz parte deregulamentação a formação específica. O problema não é só ter o diploma. A questão é ter uma boa qualificação. Deixar a formação nas mãos do mercado é muito perigoso. Os jornais e veículos de comunicação formarão profissionais com uma visão estreita de empresa", argumenta. Entre as entidades que defendem a não-obrigatoriedade do diploma estáa Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Procurada por duas vezes pelo Congresso em Foco, a instituição disse que não se manifesta sobre tema que ainda está sub judice. Por meio de sua assessoria, no entanto, a ANJ declarou que "considera importante uma boa formação doprofissional de jornalismo, mas não considera que o melhor profissional é o que tem diploma". O principal argumento dos contrários à exigência do diploma no Brasil tem como base a declaração de princípios da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que considera a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalismo uma violação à liberdade de expressão. A entidade alega que a formação superior em jornalismo não é condição necessária para se exercer a profissão em países como Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Irlanda, Itália, Japão e Suíça. Além do Brasil, o diploma é exigido hoje apenas na África do Sul, Arábia Saudita, Colômbia, Congo, Costa do Marfim,Croácia, Equador, Honduras, Indonésia, Síria, Tunísia, Turquia e Ucrânia. Liberdade de expressão. Contrário à exigência de formação específica na área, o jornalista José Nêumanne Pinto, articulista do jornal O Estado de S.Paulo e comentarista do SBT e da rádio Jovem Pan, classifica a defesa do diploma como ato meramente "corporativista". "Sou contra a defesa corporativista de regulamentação de profissão. Não vejo nenhuma empresa interessadíssima em contratar quem não tem diploma", afirma. Por outro lado, os defensores do diploma afirmam que a obrigatoriedade da formação universitária não significa cerceamento à liberdade de expressão. "Em tese, eles defendem que exigir o diploma é restringir a liberdade de expressão. Eles confundem opinião com jornalismo. A opinião pode ter no jornalismo, mas ela é dada pelos fatos, após uma apuração específica. Isso não pode ser confundido com emissão de opinião do cidadão", defende o diretor do SJPDF Antônio CarlosQueiroz.
Cursos da discórdia
Outro argumento utilizado em favor da derrubada da obrigatoriedade de diploma específico para o exercício do jornalismo está relacionado à qualidade dos cursos superiores. Nêumanne alega que os cursos de jornalismo no Brasil não têm atendido aos padrões de qualidade necessários para uma boa formação profissional. "Os cursos superiores não entregam profissionais à altura para tocar os meios de comunicação. Eles precisam passar por cursos específicos nas redações dos jornais. E, por isso, não há necessidade de fazer reserva de mercado para diplomados", defende o articulista. "É uma mentalidade de pistão de gafieira, em que quem está dentro não sai e quem está fora não entra", avalia. O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, rebate o argumento de Nêumanne. "A sociedade exige qualificação profissional e o melhor lugar para se adquirir conhecimentos técnicos, teóricos e éticos são as instituições de ensino. Cursos técnicos feitos por veículos de comunicação são de doutrinação. Preparam o estudante para as regras e condições internas de cada empresa. Jamais substituem as escolas", diz Murillo. "Os cursos oferecidos pelos veículos de comunicação formam profissionais de acordo com a linha editorial de cada veículo e nãocom a linha plural como se vê dentro de uma instituição de ensino. A faculdade de jornalismo é um espaço plural de avaliação sobre diversas linhas e não sobre uma só", acrescenta o professor Spenthof. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), há 534 instituições superiores de ensino registradas no Ministério da Educação (MEC) que oferecem cursos de Jornalismo e Comunicação Social. Dessas, 296 são instituições particulares. Em 2006, também de acordo com o Inep, 27.969 estudantes se graduaram em jornalismo em todo o país.
Conselhos de jornalismo
As discussões relacionadas à regulamentação da categoria não se restringem ao embate no Supremo Tribunal Federal. Além de abrir a possibilidade de profissionais atuarem no jornalismo sem diploma específico, desde que tenham pós-graduação na área, o Projeto de Lei3981/08, do deputado Celso Russomanno, prevê a criação de conselhos federal e regionais de jornalismo. A proposta de criação do Conselho Federal dos Jornalistas causou polêmica em 2004, quando o presidente Lula encaminhou ao Congresso um projeto que previa a criação do órgão. A matéria, rejeitada pelos parlamentares, foi recebida pela oposição e por diversas entidades como uma medida de controle da atividade jornalística, o que infringiria a liberdade de expressão, garantida pela Constituição. "A regulamentação da profissão de jornalista é hoje uma bagunça danada. Não defendo menos preparo para os jornalistas. A situação hoje é quem tem curso ou não tem. Quando já se tem um curso e se faz pós, tem a possibilidade do profissional melhorar a qualidade na escrita e na transmissão", defende Russomanno. "Mas se a classe achar que ter apenas pós na área não é bom, o projeto está aí para ser discutido", pondera. Esse é o terceiro projeto similar que Russomanno apresenta na Câmara sobre o assunto. O primeiro, em 2004, foi rejeitado em plenário. Já o segundo, de 2005, foi retirado de pauta pelo próprio autor. Bacharel em Direito, Russomanno ficou conhecido como repórter do telejornal Aqui e Agora, do SBT. "O PL é um apanhado de propostas que instituições como a Fenaj encaminharam ao Congresso. Mas ele tem sofrido um lobby danado das empresas para ser derrubado. Empresas quenão querem ser fiscalizadas e vieram com essa história de que estão colocando mordaça na imprensa", alfineta Russomanno. Entre os pontos de conflito do projeto, o que mais tem desagradado a categoria é o que aumenta a jornada de trabalho – que hoje, pela lei, é de cinco horas diárias, com possibilidade de acordo para mais duas horas extras diárias – para oito horas por dia."

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Confira mudanças ortográficas nos países de Língua Portuguesa

Resumo da ópera, o que muda na ortografia a partir de janeiro de 2008:
- As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terãoque escrever "abençoo", "enjoo" e "voo";
- mudam-se as normas para o uso do hífen;
- Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler","ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem";
- Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos";
- O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio;
- O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de "k", "w" e "y";
- O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição);
- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia". O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia;
- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como em "acção", "acto", "adopção" e "baptismo". Ocerto será ação, ato, adoção e batismo;
- Também em Portugal elimina-se o "h" inicial de algumas palavras, como em "húmido", que passará a ser grafado como no Brasil: "úmido";
- Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.
Outras informações:

FLORIPA FASHION: Homens acompanham cada vez mais as tendências de moda

A última edição do Floripa Fashion Donna DC, que durou de 06 a 09 de agosto, apresentou as novidades das coleções primavera-verão de diversas grifes. As marcas Colcci e Damyller trouxeram para a passarela na quinta-feira (07/08) um pouco da moda masculina. Essa preocupação deve-se à vaidade e ao consumismo que cresce cada vez mais. Segundo Renata e Damylla Damiani, representantes da loja Damyller, “O homem está muito mais vaidoso, está se preocupando com a sua aparência. Ele está indo na loja, provando, pensando se gostou ou não e quando ele se sente seguro com a roupa ele compra e usa.” De acordo também com Daniel Mafra, relações públicas da Colcci, “o homem está cada vez mais comprando mais roupas por ser mais vaidoso.”
Essa onda de moda masculina que cresce cada vez mais e não pára, o resultado é um mundo fashion que antes dominado pelas mulheres hoje investe mais no homem, tanto nas coleções, tendências, como num marketing voltado a esse público. Para as primas Damiani, o marketing direciona-se cada vez mais para o homem e, assim, as propagandas com casais e não só com mulheres está crescendo. Para Mafra, foi essencial a Colcci chamar “uma celebridade” para acompanhar Gisele nesta nova campanha, chamando para as lojas cada vez mais o público masculino. Os representantes das duas lojas, tanto da Damyller quanto da Colcci, afirmam ter um aumento de produção de moda para homens e o público masculino está respondendo a esse aumento, indo cada vez mais a eventos de moda e também às lojas.
Os modelos Carlos Longo, Izaias Silva e Gabriel Pires afirmam que o mercado está crescendo e vindo com inovações e eles estão aproveitando a deixa. Com certeza as novidades tanto nas publicidades quanto nas coleções estão atingindo o público-alvo, pois quando foi feita a pergunta se é o homem quem escolhe as roupas todos afirmam: “Sim, nós escolhemos, elas opinam, mas somos nós que decidimos”.
Não era pequeno o número de homens que estavam no evento e apesar de alguns como Adilson Francisco que mesmo afirmando sentir-se completamente deslocado, não vê problema nenhum em assistir a um desfile de moda e felizmente não foi só ele quem disse não ter nenhum preconceito em estar em eventos relacionados à moda. Danilo Da Rosa Patrício também não vê nenhum problema e Maurício Luiz Marques resume o que todos os entrevistados disseram “A moda não é voltada só para o público feminino, então, temos que estar conferindo também as tendências para estarmos nos vestindo bem.”
Para o público feminino a notícia de que os homens estão preocupando-se cada vez mais com sua aparência é maravilhosa, é fato que ainda existe um certo preconceito com os homens que preocupam-se com a aparência e que freqüentam eventos de moda, mas como disse Tiago Carneiro Boeira, estudante do curso de tecnologia em moda da Unisul: “não tem mais como em 2008 existir esse negócio de cabeça fechada, as barreiras estão caindo e a gente ta aí para isso.”

Karen Koerich Gerber

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Palestra Randal Johnson


Foto da galera assistindo à palestra do professor Randal Johnson sobre Cinema e Literatura, promovida pelo Núcleo de Pesquisa em Audiovisual do Curso de Comunicação Social da Unisul, em 11/08. O núcleo é coordenado pela professora Ramayana Lira. "Foi estimulante ver o interesse de alunos e professores dos cursos de Comunicação e Letras e do Mestrado em Ciências da Linguagem, que lotaram o auditório", declara a professora, que complementa: "É importante valorizar esses momentos abertos dentro do semestre, sejam eles já previstos em cronograma, sejam os que vão se concretizando ao longo dos meses, como foi o Colóquio promovido pelo Tony a respeito da Guerra do Contestado. Vamos continuar trabalhando para abrir espaços de discussão acadêmica de alto nível dentro do curso!"

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Rádio fala direto no coração do ouvinte: Palestra com radialista Cyro César aborda novas tecnologias, conteúdo, voz e emoção




Voz, emoção e objetividade. Os três conceitos básicos do rádio foram mostrados nesta terça-feira aos alunos de Jornalismo que estiveram presentes em um bate-papo com o radialista e professor Cyro César. Durante uma hora, em Palhoça, o autor de diversos livros técnicos sobre rádio contou histórias e deu algumas dicas para os futuros profissionais que o ouviam. Nas dicas, Cyro alertou aos alunos que o ouviam atentamente, que, hoje, o rádio não se faz apenas com a voz. Não basta ser um grande locutor, com uma voz grave e bem empostada. O conteúdo do que é dito é muito mais importante. Outro ponto de destaque foi com relação às novas tecnologias, dentre elas a rádio digital e a transmissão de áudio pela internet. - O profissional de Jornalismo precisa se atualizar com as novas tecnologias e se adaptar a elas – avalia Cyro. Dentre as histórias, emocionou-se ao lembrar de uma tarde chuvosa - como a dessa terça – no início dos anos 80. Na época, ele trabalhava na rádio Record, em São Paulo, e a emissora preparava as comemorações de mais um aniversário, quando, no meio da reunião com todos os locutores, “uma bengala apareceu no canto da porta”. Era o antigo dono e fundador da rádio, Paulo Machado de Carvalho, no alto de seus quase 80 anos. Naquele dia, da voz já cansada com o tempo, Cyro ouviria uma frase que marcou sua carreira dali em diante: “Todas as vezes que vocês estiverem falando ao microfone, façam com que suas palavras cheguem direto ao coração dos ouvintes”. A frase teria sido dita por Paulo Machado em sua primeira reunião com os dois locutores da rádio que haviam restado depois da compra, nos anos 30. A rádio, naquele momento, estava praticamente quebrada e, para piorar, o novo dono não entendia nada daquilo. A compra foi feita apenas pela paixão dele pelo rádio. Hoje, essa frase é usada por Cyro César para lembrar aos seus alunos, nos vários cursos que dá pelo Brasil, que “não é possível fazer rádio sem se emocionar”. Para quem quiser, também, ter a oportunidade de ouvir o radialista Cyro César, ele ministrará uma oficina de radiojornalismo, locução, produção e edição, na quinta e na sexta, em evento paralelo ao 13º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão da Acaert.
Para se inscrever, basta enviar um e-mail para o endereço marco.floripa@uol.com.br, com o nome completo.

Samuel Nunes